Miserável Amorfo.
Prazeres clandestinos de espinhos vacilantes,
Sufocados sussurros de melancólicas pétalas desbotadas.
Enfeites de uma visão de oníricos idos deleites.
Preâmbulos dum silêncio de nefastas penumbras,
De insano delírio, de gritos da omissão.
Cruel, terrível e enigmática luz de ofuscados lustres.
Pó entretecido por hábeis agulhas, símbolos da arte maior,
Mas de sublime a temida, tombando em negras lágrimas
De insípidos objectos de desdém.
Rotura intempestiva no rombo do sensível órgão,
Cuja seiva arrefecida, vai lenta e sucessivamente
Estagnando a ilusão e razão do ser.
A emoção suspensa sob a tirana ditadura de cordéis
E esboços animados de nefastas vontades.
Viperinos desejos sob finas camadas de
“Delicadeza” e soberba hipocrisia,
Diligenciando intrepidamente contra seu inimigo, o Amor.
O’ Liver Five
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