quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Preso a Viajar




















Preso, estou preso. Sim, apenas preso!

Quatro paredes, uma janela com grades.

Depois das grades, outras grades e um pátio preso.


O pátio está tão preso quanto eu, ou... ainda mais preso.

Eu vejo o pátio, outros presos, paredes e grades,

Mas o pátio nada vê, senão a luz do dia e o próprio sol.


E reparem que eu também o vejo.

Sol quadrado, sol de grades, mas sol!

Porque eu também viajo. Sim, eu posso viajar!

Entre paredes, grades e o pátio,

Pela luz, o sol e as frases.


Viajo entre campos, ruas e mares,

Pelos caminhos que devia trilhar.

Viajo pelo tempo donde não há pátio,

Nem paredes ou grades.


Sou o tudo e o nada, alguém e ninguém,

Tenho o tudo e o nada, como todos também tem.


Preso, estás preso. Sim apenas preso!

Como o pátio e como... mais alguém.

O' Liver Five


Miserável Amorfo






Miserável Amorfo.









Prazeres clandestinos de espinhos vacilantes,

Sufocados sussurros de melancólicas pétalas desbotadas.

Enfeites de uma visão de oníricos idos deleites.

Preâmbulos dum silêncio de nefastas penumbras,

De insano delírio, de gritos da omissão.


Cruel, terrível e enigmática luz de ofuscados lustres.

Pó entretecido por hábeis agulhas, símbolos da arte maior,

Mas de sublime a temida, tombando em negras lágrimas

De insípidos objectos de desdém.


Rotura intempestiva no rombo do sensível órgão,

Cuja seiva arrefecida, vai lenta e sucessivamente

Estagnando a ilusão e razão do ser.


A emoção suspensa sob a tirana ditadura de cordéis

E esboços animados de nefastas vontades.

Viperinos desejos sob finas camadas de

“Delicadeza” e soberba hipocrisia,

Diligenciando intrepidamente contra seu inimigo, o Amor.


O’ Liver Five


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Parque Nacional da Peneda do Gerês




"Refúgio e escape" para uns.

"Descanso e descontracção" para muitos.



















"Bucólica paisagem", ainda para outros.

"Magia, encanto e inspiração" para mais alguns poucos.


Não importará muito qual a definição que possamos atribuir ao Gerês, mas é impossível ficar-lhe indiferente.


Longe da azáfama diária das grandes urbes, com magnifica gastronomia e repousantes hotéis e pensões, associado a parques de campismo e de merendas, diversas lojas de lembranças e de produtos regionais, águas termais, monumentos, percursos pedestres, albufeiras, trilhos, actividades lúdicas, locais com vistas que cortam a respiração, rios refrescantes, cascatas deslumbrantes, fauna e flora únicas ...


... enfim, são tantas e tão belas as surpresas que o Gerês nos reserva, que as palavras são incapazes de transmitir as inúmeras emoções e a serena sensação de felicidade, o registo de prazer, e a certeza de que vale bem a pena continuar a viver.












Visite o Gerês, vá com tempo, delicie-se das ofertas da região, tome tempo para meditar e respirar fundo, e regresse ao seu quotidiano com a certeza de que, se esteve de facto atento ao entorno da natureza e sua imensidão, nunca mais voltará a ser o mesmo.






Ainda, se for um amante da natureza, encontrará espécies difíceis de encontrar em outros lugares, algumas talvez mesmo exclusivas do Gerês dentro do panorama nacional.










Boa viagem!












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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Até que o Despertar já não Venha



Penosas lágrimas se formam e não brotam.
Profundos rasgos dilaceram e não sangram.

Vibrante e latejante dor se alinhará.


Por que, por que só eu assim germinei.
Por que, por que só eu assim abrasei.

Quantas mágoas ainda o curso instigará.


Nefastas penas se proferem e me castigam.
Travo absíntico de tormentos me ajuízam.

Pungente tortura que um pranto impelirá.


Até que o despertar já não venha.
Até que o ocaso se detenha, se entretenha.

Assim o mesquinho orgulho desfrutará.


O' Liver Five



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Viagem Encantada, ou "Uma Chamada do Tempo".



Pequena eperiência com o Photoshop.