sexta-feira, 29 de junho de 2007

Estação de S. Bento no Porto



A Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal.Apesar do primeiro comboio ter chegado àquele local no dia 7 de Novembro de 1896, a Estação de São Bento só foi inaugurada em 1916.Foi edificada no princípio do século XX no preciso local onde existiu o Convento de São Bento de Avé-Maria. Daí o nome com que a estação foi baptizada. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados do pintor Jorge Colaço (1864-1942). É um dos mais notáveis empreendimentos artísticos que marcou o início do século XX.Sede da CP Urbanos do Porto, Unidade de Negócios da empresa Caminhos de Ferro Portugueses, responsável pela prestação do serviço urbano de transporte de passageiros na região, actualmente faz interface com a estação de São Bento (Metro) da linha D do Metro do Porto.O edifício é do arquitecto Marques da Silva.


Antecedentes Históricos
No início do século XVI, mais precisamente em (1518), o rei D. Manuel I, que no ano anterior outorgara for al ao Porto, mandou construir à custa de sua fazenda, o Mosteiro da Avé Maria ou da Encarnação das monjas de S. Bento, dentro dos muros da cidade, no local chamado das hortas do Bispo ou Cividade. Desejando o rei que os Mosteiros das Religiosas se transferissem dos montes para as cidades, neste foram recolhidas as monjas do s M osteiros de Rio Tinto, Vila Cova, Tarouquela e Tuías, no dia 6 de Janeiro de [1535]. Foi a sua primeira abadessa D. Maria de Melo, monja de Arouca e, ao mesmo tempo, regedora do Mosteiro de Tarouquela.Vários testemunhos referem-se ao Real Convento como uma maravilha em decoração e magnificência, deduzindo-se ter predominado inicialmente o estilo manuelino. Deduz-se, pois foram muitas as alterações e aditamentos qua a igreja e o convento sofreram durante os anos, a última motivada por um incêndio em 1783, que ao tempo da demolição apenas restava um arco manuelino da traça primitiva.Com a afirmação do Liberalismo no início do séc. XIX, este regime, depois de extintas as ordens religiosas, confiscou os seus bens por decretos de 1832 e 1834, determinando que estes passassem para o Estado após a morte da última religiosa. No caso do Mosteiro da Avé Maria, esta terá falecido em 1892, ficando as instalações devolutas. Contam-se várias histórias de que, em certas noites, ainda é possível ouvir as rezas da monja a ecoar pelos corredores das alas da estação!A demolição dos claustros inicia-se cerca de 1894 e a da igreja processa-se entre Outubro de 1900 e Outubro de 1901. As ossadas das monjas foram recolhidas numa catacumba mandada construir no cemitério do Prado do Repouso pela Câmara Municipal do Porto, em 1894. O que resta do espólio pode apreciar-se no Museu do Seminário do Porto (talha), na Igreja de São João das Caldas em Vizela (retábulo-mor da igreja), Paço de S. Cipriano em Guimarães (azulejos do claustro), no Museu de Arte Antiga em Lisboa (báculo da Abadessa) e no Mosteiro de Singeverga em Roriz (cibório com pedras finas).

Os Azulejos
No sentido de amenizar a impressão da severa nobreza do granito utilizado na fachada majestosa do edifício, recorreu-se à tradição da azulejaria portuguesa para decorar a "sala de visitas" da cidade. Das diversas propostas apresentadas, foi aprovada por portaria de 24 de Novembro de 1905 a apresentada por Jorge Colaço (1868/1942), um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista com provas dadas no Hotel do Buçaco e na Escola Médica de Lisboa. O valor da obra estipulado em contrato foi de 20 contos de réis.A recepção definitiva ocorreu a 29 de Maio de 1916. Da execução foi incumbida a Fábrica Cerâmica Lusitana em Lisboa e os trabalhos foram fixados a cal e saibro, materias que se têm revelado pouco eficazes e que obrigam a que hoje os painéis se encontrem protegidos por telas de tecido transparente de modo a evitar a sua queda, mesmo após a conclusão das obras de construção da estação do metro.







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